(71) 3014-2020

MAthematical Simulation TEchnology and Research Services

Publicações

ANáLISE - Publicado em 01/06/2012

Análise de riscos de projetos no setor de petróleo e gás (Parte 6)

Determinação do nível de risco
Análise de riscos de projetos no setor de petróleo e gás (Parte 6)

A determinação do nível de risco é o resultado de confrontar o impacto e a probabilidade com os controles existentes nos diferentes processos que se realizam. Uma vez obtidas as diferentes  matrizes de priorização, se devem extrair todos os riscos com um valor de 60 (quadrante C), os quais pelo seu impacto e probabilidade serão, num primeiro momento o conjunto de riscos sobre o qual se devem empreender ações imediatamente.

A seguir, são definidas as medidas a serem tomadas com os riscos localizados nos outros quadrantes (da tabela apresentada na parte 6 desse artigo) da seguinte forma:

Quadrantes B e F: requerem a implementação de ações extras, a fim de reduzi-los tanto quanto possível ou para eliminá-los.

Quadrante G: não requerem ações extras, mas devem ser monitorados ao longo do tempo.

Quadrante A, D, I, H e E: geralmente são controlados com os controles previamente estabelecidos, mas mesmo assim sua gravidade deve ser monitorada ao longo do tempo.

Da matriz de priorização deve resultar a ordem sistemática dos riscos, numerados de maior a menor, de acordo a sua probabilidade Vs impacto.

Uma vez que os riscos foram avaliados se procede a avaliar a “qualidadeda gestão”, a fim de determinar quão eficazes são os controles estabelecidos no projeto para mitigar os riscos  identificados. Na medida em que os controles sejam mais eficientes e a gestão de riscos proativa, o indicador de risco inerente neto tende a diminuir. Uma escala de avaliação de efetividade  dos controles poderia ajustar-se a um rango similar ao seguinte:

Efetividade:

  • Nível 1: riscos com necessidade de priorização alta sem controles. Serão os de primeiro nível e terão prioridade na implementação de ações.
  • Nível 2: riscos que requerem uma prioridade média, mas que carecem de controles.
  • Nível 3: riscos que requerem uma prioridade baixa, mas que carecem de controles.
  • Nível 4: riscos com necessidade de priorização alta, média ou baixa e existem os controles requeridos.

Finalmente, calcula-se o “risco neto ou residual”, que resulta da relação entre o grau de manifestação dos riscos inerentes e a gestão de mitigação de riscos estabelecida para o projeto. A partir  da análise e determinação do risco residual os administradores podem tomar decisões como a de continuar ou abandonar uma atividade dependendo do nível de riscos; fortalecer  controles ou implantar novos controles; ou finalmente, poderiam tomar posições de cobertura contratando, por exemplo, seguros. Esta decisão está delimitada a uma análise de custo,  beneficio e risco.

Na seguinte tabela mostramos um exemplo de como calcular o risco neto ou residual, utilizando escalas numéricas de posição de risco.

 
  Qualidade da gestão        
Risco Grau (A) Controle Efetividade Efetividade média (B) Risco residual (A/B)
Risco 1 5

Controle 1

Controle 2

Controle 3

3

4

5

3,3 1,51
Risco 2 4

Controle 1

Controle 2

4

2

3 1,33
        Risco residual total 2,84

Tabela 1. Qualidade da gestão

A tabela anterior mostra de forma consolidada, os riscos de um projeto, o nível ou grau de risco ordenado de maior a menor nível de risco (priorização); as medidas de controle executadas com sua categorização média e, finalmente, se apresenta o valor do risco residual para cada risco e um risco residual total que mostra o perfil global de risco da atividade.

Principio de Pareto

O Princípio de Pareto, também conhecido como a “Regra 80/20” representa uma das ferramentas de gestão e análise de dados mais utilizadas para determinar quais atividades, dentro do projeto, são as causantes das falhas mais importantes, com o objetivo de implementar as ações corretivas mais adequadas em favor da melhoria continua.

Segundo o Principio de Pareto, o 80% dos riscos poderão ser controlados com 20% dos controles de seguridade. Assim podemos disser que um número não muito elevado de medidas de seguridade implementadas, permitirá minimizar, de forma considerável, o risco do projeto.

É sempre bom lembrar que as condições e prioridades podem mudar ao longo do projeto pelo que a análise e priorização deve ser atualizada, de forma continua, aproveitando as novas  informações disponíveis a cada nova etapa do projeto.

 

Não perca na Parte 7 desse Artigo: Planejamento da resposta aos riscos

Leia a parte 5 deste artigo - Priorização dos riscos

Leia a parte 4 deste artigo - Análise qualitativa & quantitativa

Leia a parte 3 deste artigo

Leia a parte 2 deste artigo

Leia a parte 1 deste artigo

 

Autor:

Diego Frias

Voltar


Próximos Cursos

    Sem nenhuma turma aberta no momento.

Associados


 © 2017 Copyright D&D MASTERS
logo Prêmio Top Of Quality 2012