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RISCOS - Publicado em 12/04/2012

Análise de Riscos de Projetos no Setor de Petróleo e Gás (Parte 3)

Estimativa da Probabilidade e Impacto dos Riscos.
Análise de Riscos de Projetos no Setor de Petróleo e Gás (Parte 3)

Nem todos os riscos têm a mesma importância. Dentre todos os fatores que permitiriam caracterizar um risco, dois deles são os de maior importância para o gestor:

  1. A Probabilidade de que aconteça o risco. A probabilidade de um risco chegar a acontecer pode ser determinada em termos precisos em função das probabilidades do evento inicial que o gera e dos eventos que podem ser desencadeados a partir desse. A sucessão de eventos, que pode ter bifurcações formando uma árvore, é chamada de cadeia  causal. Em tal sentido, a probabilidade será mais complexa de determinar quanto mais longa seja a cadeia causal. No acidente da usina nuclear de Fukushima, foram  evidenciadas cadeias causais não previstas anteriormente. O acidente severo nessa usina japonesa iniciou-se com a concretização de um risco previsto derivado da alta atividade sísmica histórica na  região: um terremoto, ao qual a usina resistiu como esperado. Contudo, o terremoto desencadeou um Tsunami severo, para a qual a usina não estava preparada, como foi constatado no incidente. Para mais detalhes sobre a sequência acidental na usina nuclear de Fukushima, consulte a série de 2 artigos no nosso site.
  2. O Impacto do risco, dado pelas perdas ou consequências associadas ao mesmo. Os fatores que afetam o impacto são:
  • Natureza dos problemas potenciais que podem se produzir em caso de ocorrer o risco. A experiência demonstra que rara vez o impacto tem uma única natureza, quando se  submete a uma análise desde múltiplas dimensões. Por exemplo um acidente simples, que não causa perdas humanas pode afetar a produção. A diminuição da produção pode  provocar o incumprimento de entregas, que por usa vez pode causar multas contratuais por atraso além da degradação da imagem da empresa no mercado, podendo abrir as portas para os concorrentes.
  • Alcance do dano, que combina a severidade dos eventos com o grau de distribuição dos mesmos (local, regional, global, etc.). Um dano muito severo mas local pode ter um alcance  semelhante a um dano de severidade moderada mas de alcance regional.
  • Duração do evento, que combina o momento em que se sentirá seu impacto e a duração do mesmo. Por exemplo, o acidente na usina nuclear de Fukushima teve um efeito imediato  e que durou vários meses, obrigando a evacuação da população nas redondezas e a proibição do consumo de água e alimentos da região.

A avaliação da importância de cada risco e, portanto, a prioridade da atenção que lhe deve ser dada, é normalmente realizada usando uma matriz de probabilidade e impacto, baseada em um  código de cores. Essa matriz especifica as combinações de probabilidade e impacto que resultam em uma classificação de risco alto (vermelho), risco moderado (amarelo) e risco baixo (verde).  Consequentemente, os riscos são respectivamente classificados como de prioridade alta, moderada ou baixa.

Observe que, algumas vezes, um risco com uma probabilidade muito baixa pode ser desconsiderado a pesar de que seu impacto seja muito alto. Em outros casos, a probabilidade muito alta pode ver-se compensada porque o efeito seja muito pequeno. Assim podemos dizer que a importância relativa de determinado risco depende da consideração simultânea de ambos fatores.

Na realidade, conhecer exatamente a probabilidade e o impacto de todos os riscos potenciais é quase impossível. Geralmente, só se dispõe de estimativas para alguma das variáveis, cuja  precisão é também muito diferente em função do risco considerado. Isto dificulta a tomada de decisão, que dependerá do gestor e de sua atitude ou tolerância frente ao risco.

Os graus de tolerância ao risco variam de organização para organização. Podem ser:

  • Aceitável: (Risco baixo): quando o efeito nocivo é mínimo e é possível manter os controles atuais, seguindo os procedimentos de rotina. Não há de se tomar nenhum cuidado extra.
  • Moderado: (Risco Médio): quando o efeito nocivo é tolerável, mas devem ser tomadas Medidas de Controle extras.
  • Inaceitável: (Risco Alto): quando o efeito nocivo é intolerável. Deve-se recusar a atividade e definir ações de redução de Impacto e Probabilidade, para atenuar a gravidade do risco.

Não perca na Parte 4 desse Artigo: Análise Qualitativa & Quantitativa

Leia a parte 2 desta artigo

Leia a parte 1 desta artigo

Autor:

Diego Frias

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