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SEGURANçA - Publicado em 05/04/2012

Técnicas de análise de confiabilidade e risco (III). A análise preliminar de perigos (APP)

A análise preliminar de perigos (APP) é uma técnica qualitativa, também conhecida como análise preliminar de riscos (APR) ou pelo seu nome em inglês Preliminar Hazard Analysis (PHA).
Técnicas de análise de confiabilidade e risco (III). A análise preliminar de perigos (APP)

A análise preliminar de perigos (APP) é uma técnica qualitativa, também conhecida como análise preliminar de riscos (APR) ou pelo seu nome em inglês Preliminar Hazard Analysis (PHA). A análise preliminar de perigos é uma técnica preparatória para a inspeção sistemática de uma instalação ou processo visando identificar a natureza dos perigos existentes; e o possível impacto dos mesmos na própria instalação, o pessoal de operação e manutenção, e o meio ambiente.

A aplicação desta técnica é considerada um estágio inicial, dentro de uma análise criteriosa de confiabilidade e risco, por isso deve ter continuidade em estudos de riscos mais detalhados e profundos sobre os perigos identificados.

Esta técnica é recomendada principalmente nos estágios iniciais de concepção e desenho de uma instalação ou processo perigoso. Desta forma, é possível identificar as fontes de perigo no momento que a neutralização e minimização dos riscos podem ser feitas com o menor custo, assim como instituir guias e recomendações de segurança que podem ser utilizadas mais tarde durante as etapas finais de desenho e durante a operação.

O objetivo desta técnica é examinar, da forma mais sistemática e exaustiva possível, todos os componentes, as operações e os elementos de relevância para segurança. Assim podem ser identificados os perigos existentes, e as contramedidas necessárias para minimizar o impacto destes perigos. O ponto de partida para aplicar esta técnica é uma listagem com todos os elementos do sistema que serão objeto de análise e dos perigos de interesse que devem ser considerados.

Entre outros elementos, a listagem deve incluir:

  • Propriedades perigosas. Considerando as matérias-primas intermediárias, catalisadores, produtos finais e resíduos. Manipulação de combustíveis, produtos químicos de alta atividade, material radioativo, substâncias tóxicas e explosivas.
  • Equipamento da instalação. Existência de sistemas de alta pressão, linhas de alta temperatura e outros sistemas que armazenam energia.
  • Interfaces. Considerando a interface entre componentes e materiais, e as Interações entre os materiais.
  • Condições do ambiente operacional. Especificamente as condições que possam propiciar incidentes e acidentes. Considerar a necessidade de meios de proteção individual.
  • Procedimentos operacionais. Incluindo a possibilidade de erros humanos.
  • Procedimentos de prova, manutenção e emergência. Incluindo os possíveis erros humanos durante a manutenção.
  • Disposição espacial. Para equipamentos, conexões, dispositivos atuadores e sistema de medição e controle. Prestar especial atenção as condições de acessibilidade a estes elementos.
  • Proteção contra incêndios e dispositivos de segurança. Identificação de possíveis pontos críticos para o início e propagação de incêndios e explosões.
  • Disponibilidade de instalações de apoio. As instalações de apoio podem ter diversos fins como armazenamento, testes de equipamentos, treinamentos do pessoal de operações e manutenção e evacuação durante situações de emergência, entre outros.
  • Fatores ambientais. Que possam afetar os equipamentos e materiais. Entre os fatores a considerar temos: vibrações, inundações, terremotos, furacões, chuvas intensas, temperaturas extremas, descargas elétricas, umidade, insetos, roedores, animais de médio e grande porte, radiação solar e radiações ionizantes.

 

Este artigo faz parte da serie Técnicas de análise confiabilidade risco, lançada neste site e que já teve as entregas:

1. Requisitos das técnicas de análise de confiabilidade e risco

2. Requisitos das técnicas de análise de confiabilidade e risco (I). A revisão de segurança

3. Técnicas de análise de confiabilidade e risco (II). A análise mediante listas de verificação (Check Lists)

 

Autores:
     Dr. Dany Sanchez Dominguez
     Dr. José de Jesús Rivero Oliva

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